segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Raí cobra transparência no comando da CBF

Nos últimos meses, Raí se dispôs a colocar a sua vida em ordem, da infância ao aniversário de 50 anos, comemorado no dia 15 de maio. O resultado está no livro “Raí Auto-Fotobio” que o craque lança quarta-feira na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Para falar sobre essa nova empreitada. Raí concedeu uma entrevista na semana passada, no quintal do seu escritório na Vila Madalena. O ex-atleta falou sobre muitos assuntos, dentre eles sobre a falta do irmão Sócrates e bateu forte na classe política brasileira, nos dirigentes e cobrou transparência no comando da CBF. 

Rep.: Como tem sido lidar com a ausência do Sócrates, morto em 2011? Ele faz muita falta? 

Raí: Lamento a ausência no ambiente familiar, mas também a falta dele num contexto mais amplo. Sócrates sempre foi uma pessoa que influenciou muito os outros. Ao mesmo tempo que a saudade é forte, por outro lado os valores e ideias dele ganham força. É atemporal, está muito presente e são inspiradores para muita coisa que está acontecendo hoje, como o Bom Senso. A figura dele como mito está ganhando cada vez mais força e nos conforta saber que a sua coragem vai beneficiar muita gente, por muito tempo. 

Rep.:Como você vê a situação da CBF com a prisão do José Maria Marin? Defende a renúncia do Marco Polo Del Nero? 

Raí: Diante dos últimos fatos há razões suficientes para fazer uma auditoria na CBF e nas federações. Para mim, transparência e democratização são vitais. Não basta o Marco Polo renunciar, o processo para definir seu substituto precisa ser mais democrático. O sistema não pode ser viciado com cartas já marcadas pelo poder. É preciso transparência total nos números e nos contratos para sabermos exatamente o que está sendo feito. A partir daí é que a gente vai começar a ter as mudanças que poderão dar algum resultado. A Seleção Brasileira corre risco de ficar de fora da Copa de 2018? Estamos repensando a formação dos atletas e questionando os homens do poder da CBF e das federações. Eu acredito que teremos muitas mudanças pela frente, com novas estratégias e uma política de fortalecimento dos clubes. Isso vai ajudar o Campeonato Brasileiro e a Seleção. Falando especificamente sobre as Eliminatórias, acho que o Brasil vai se classificar, mas hoje existe um risco maior de ficar de fora da Copa do Mundo do que nos anos anteriores.

Por JP Quintela

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