quinta-feira, 15 de outubro de 2015

JUSTIÇA AMERICANA OUVE EMPRESÁRIO BRASILEIRO. CORRUPÇÃO DELATADA!

J Hávilla - Foto NET Lance
O cerco está se fechando. Mais cedo ou mais tarde vai explodir. O empresário J Hávilla dono da Traffic e de grande parte dos canais de televisão do interior de São Paulo, além de sócios de importante família da mídia brasileira, começou a prestar depoimentos à Justiça Federal Americana, e começaram as confissões em processo. 
Segundo o empresário, foram pagas propinas a diversos dirigentes, por contratos de patrocínios de competições. Como no depoimento, ele citou competições como a Copa América, Copa Ouro e Copa do Brasil, além de patrocínios da Seleção Brasileira, é lógico que tem gente graúda envolvida nesta trama. Segundo o jornal Lance, a publicação de trechos do depoimento, pela justiça americana, omitiu partes dos depoimentos, por necessidade de sigilo.
Não precisa ser inteligente demais para deduzir que, as investigações vão continuar, e, certamente, tem muita gente boa escondendo passaportes e cancelando viagens ao exterior, para não ser flagrada, como fizeram com o ex-presidente da CBF na Suíça.
Mais cedo ou mais tarde, o fato virá à tona.
Caiu na malha do FBI, vai pagar o pato. 
É esperar para ver!

Confira partes do depoimento, divulgado pela justiça, que o jornal Lance publicou nesta quinta-feira (15/10):


Confira abaixo trecho da confissão de José Hawilla à Justiça Americana.

"Aproximadamente em 1991, quando eu fui renovar um contrato para um desses eventos, a Copa América, um dirigente associado à Fifa, a agência encarregada do futebol mundial, e à sua confederação, a Conmebol. Ele me pediu uma propina para assinar o contrato. Eu precisava daquele contrato, pois já havia assumido compromissos futuros. E, mesmo que não quisesse, eu concordei em pagar propina para aquele dirigente.
Depois disso e até 2013, outros dirigentes de futebol vieram a mim e aqueles com os quais eu me associei em negócios exigiam propinas para assinar ou renovar contratos. Eu concordei com pagamentos de suborno em sigilo que seriam feitos a esses dirigentes de futebol por contratos de direitos de marketing para vários torneios e outros direitos associados ao futebol.
Eu concordei em pagar subornos por contratos da Copa América, Copa Ouro, Copa do Brasil, e pelo patrocínio da seleção brasileira. Eu usei instituições financeiras dos EUA e facilidades de transação bancária digital nos EUA para pagamento de algumas dessas propinas, bem como para pagamentos legítimos correspondentes a esses direitos."

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado por fazer um comentário, em breve estaremos analisando e liberando sua postagem. Edmilson Maciel