segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

FUTEBOL BRASILEIRO ANISTIA DEL NERO! QUE VERGONHA!

Tem gente que não consegue se adaptar ao novo. 
A verdadeira anistia concedida ao presidente licenciado da CBF, Marco Podo Del Nero, por clubes e federações brasileiros, dá bem uma ideia de quanto estamos longe de adotar a ética, como base do nosso dia a dia.
Enquanto a FIFA puniu de forma severa os ex-presidentes da FIFA e da UEFA, banindo-os do futebol pelos próximos 8 anos, por prática de corrupção, a nata do futebol brasileiro que compõe o colégio eleitoral da CBF, numa atitude vergonhosa, marchou na contra-mão da história e agiu de forma inversa.
Na semana passada, houve a escolha antecipada do sucessor de Del Nero à frente da entidade, e foi passado o aval, para que tudo continue como está.
Sabe-se que o atual presidente da entidade está sendo investigado pelo FBI, e, mais cedo ou mais tarde, será destituído do cargo.
Em uma manobra eleitoral, Del Nero convocou eleição para eleger o seu sucessor, e conseguiu a aprovação do seu nome, quando 42 dos 67 votantes elegeram o Cel. Nunes, de 69 anos, como o novo herdeiro do cargo, após a saída, que espero, será breve, de Del Nero do comando. 
O que o grupo de eleitores da CBF, composto pelos 27 presidentes das federações estaduais, mais os 20 presidentes dos clubes da Série "A", mais os 20 presidentes dos clubes da Série "B" fizeram, foi uma agressão aos mais básicos princípios éticos de moralidade pública.
Simbolicamente, concederam uma "anistia geral e irrestrita" ao atual licenciado presidente da CBF.
Em um país onde grandes empresários, políticos diversos e até um senador da república com a sua imunidade constitucional, foram pressos por corrupção, esconder-se atrás da inocente insinuação de que não há corrupção na CBF, mesmo depois de tantos indícios, e dar o aval para que Del Nero fizesse o seu sucessor, foi um atestado de que, no nosso país, ainda prevalece a máxima de que, salvando o meu, o resto que se lixe.
Romário sozinho e sua "CPI do Futebol", na busca de salvar este esporte tão popular no Brasil, tomou um "tapa na cara", e  encontrou naquela atitude, uma barreira consistente, no sentido de que tudo continuará como antes. Pelo menos, é esta a mentalidade dos dirigentes atuais, com raras exceções.
Lamentável !!! 

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