terça-feira, 17 de janeiro de 2017

FCF - MÃE, MADRASTA OU CARRASCA? - CRÔNICA

"C R Ô N I C A"


 O tratamento que a Federação Cearense de futebol dispensa aos seus afiliados, deveria ser igualitário. Só deveria! Na verdade, dependendo da cor das camisas, há uma clara indicação de desvio de conduta na hora de dispensar o tratamento para o clube afiliado. Já neste início do Campeonato Cearense 2017, dá para notar para onde aponta a luva do afago ou o tiro à queima-roupa da mentora. Para uns, o tratamento é de mãe carinhosa. Para outros, o tratamento frio de madrasta. Para outros, a chibata do carrasco. 

E desta vez, sobrou para o Ferroviário essa chibata. Depois de 2 anos disputando e convivendo com o inferno da Série "B" do Campeonato Carense, o Ferrão conseguiu voltar à elite do nosso futebol. Aí, já recebeu a primeira bordoada da carrasca mentora. Com o time em formação, teve que estrear em um clássico no domingo contra o Fortaleza, joga a segunda partida em Sobral contra o Guarany na quarta-feira, no domingo enfrenta o Guarany em Juazeiro, em uma viagem de 600 quilômetros. Volta a Fortaleza, mais quase 500 quilômetros, e enfrenta o Maranguape no Castelão, já na quarta-feira. Impressionante é que é o único jogo do meio de semana. Todos os demais, só no final de semana. Toda esta maratona de jogos para o Ferroviário, parece um indicativo do que lh reserva a entidade que tem como missão, administrar as competições dos nossos clubes. E não vale a desculpa que a tabela já estava elaborada, para o Auto Santo que desistiiu, cedendo a vaga para o Ferroviário. Seria tratado a ferro e fogo também, só que, se houvesse o mínimo interesse de tratar o afiliado com igualdade, modificaria a tabela, fazendo ajustes, afinal, o argumento de que o Estatuto do Torcedor exige que a tabela seja divulgada com 10 dias de antecedência sem qualquer alteração, não foi obedecida pela mentora. Foi publicada na quarta-feira, dia 11/01 para o início do campeonato só 3 dias depois. Essa desobediência ao Estatuto do Torcedor, foi efetuada sob os olhares complacentes do Ministério Público e do Tribunal de Justiça Desportiva do nosso Estado.

Queixas também da torcida do Ceará. O time, por disputar a Série "B", jogou até o final de novembro. Como dezembro foi de férias, voltou no dia 2 de janeiro. Pré-temporada, só de duas semanas e meia. A FCF fez um leve afago, transferindo um jogo que seria no dia 15. Sem tempo para a devida pré-temporada, treinou duas semanas, faz um jogo na quarta, em Horizonte contra o Maranguape, e já no domingo, enfrenta o clássico maior do nosso estado, contra o Fotaleza. Via de regra, este clássico é disputado no final do turno. Este ano, vai ser logo a uma semana do início. Tem alguma razão para isto. Lógico! Sem tempo para fazer a pré-temporada, e o adversário treinando há mais de um mês, melhor pegar o alvinegro entrando em campo fragilizado. Vale ressaltar, que na reforma do elenco do Ceará, só 4 dos titulares, estão habituados ao gramado do Castelão. Vão ter que conhecê-lo já no clássico contra o Fortaleza. 


O terceiro personagem da história, o Fortaleza, não tem muito a reclamar. Reformulou o elenco, fez a sua pré-temporada completa, jogou domingo no Castelão, jogará quarta novamente no Castelão contra o Guarani de Juazeiro, preparando-se para pegar o Ceará também no Castelão no domingo, bem mais adaptado ao gramado. O saudoso radialista Carlos Fred dizia: 
"Quem tem padrinho não morre pagão".
    

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